4 dicas para desenvolver o protagonismo infantil por meio da literatura
Desenvolver o protagonismo infantil é um dos maiores desafios e também uma das maiores oportunidades da educação contemporânea.
Afinal, formar crianças protagonistas não é apenas sobre ensinar conteúdos, mas criar espaços para que elas se expressem, escolham, criem e se reconheçam como parte ativa do mundo.
Nesse contexto, a literatura surge como uma aliada potente. Não apenas como ferramenta de leitura, mas como experiência. Como convite à autoria, e como território seguro para a imaginação, a voz e o pensamento próprio.
No texto de hoje, reunimos quatro dicas práticas empoderar crianças, especialmente na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I. São caminhos possíveis para transformar o livro em um espaço de escuta, criação e pertencimento dentro e fora da sala de aula.
1. Ofereça livros que funcionem como espelho e janela
Toda criança precisa se ver nas histórias que lê. Mas também precisa enxergar o mundo além de si.
Por isso, o primeiro passo é olhar com cuidado para o acervo da escola.
Quais narrativas estão disponíveis? Quem são os protagonistas? Quais vozes aparecem e quais ainda estão ausentes?
Quando a criança se reconhece em um personagem, algo muda. Ela se sente validada. Quando conhece realidades diferentes da sua, amplia o olhar. Assim, a leitura deixa de ser passiva e passa a ser relacional.
Algumas boas práticas:
- Priorizar livros com diversidade de personagens, culturas e vivências;
- Alternar histórias do cotidiano com narrativas mais simbólicas;
- Criar momentos de conversa após a leitura, sem respostas certas.
Dessa forma, a literatura se torna um espaço legítimo de construção de identidade e escuta.
2. Transforme o aluno de leitor em autor
O protagonismo acontece quando a criança deixa de apenas consumir histórias e passa a criá-las.
Nesse sentido, propor atividades de autoria é essencial. Não precisa ser algo complexo. Pelo contrário, quanto mais acessível, maior o engajamento.
A criança pode inventar personagens, reimaginar finais, criar diálogos ou narrar situações do seu próprio cotidiano. Sendo assim, o mais importante é que ela perceba que sua história importa.
Algumas possibilidades simples:
- Produção de histórias coletivas em roda;
- Escrita a partir de desenhos ou fotos;
- Criação de livros autorais, individuais ou em grupo.
Projetos como a Estante Mágica surgem, nesse contexto, como exemplos inspiradores de como transformar a autoria infantil em uma experiência concreta, valorizada e compartilhada com a comunidade escolar. E o melhor é que essa vivência é 100% gratuita!

3. Dê espaço para escolhas reais no processo de leitura
Protagonismo também é escolha. E, muitas vezes, a escola oferece poucas oportunidades para que a criança decida.
Quando falamos de literatura, isso pode ser diferente.
Permitir que os alunos escolham o livro da leitura coletiva, votem em temas ou indiquem histórias para a turma cria um senso de responsabilidade e pertencimento. Além disso, aumenta o envolvimento com a atividade.
Algumas estratégias possíveis:
- Rodízio de “curadores mirins” da biblioteca;
- Momentos livres de leitura com indicação entre colegas;
- Escolha coletiva do tema de projetos literários.
Assim, a criança entende que sua opinião tem valor. E isso impacta diretamente sua postura diante da aprendizagem.
4. Conecte a literatura à vida real da criança
A leitura ganha força quando faz sentido e quando dialoga com a vida.
Por isso, uma boa prática é aproximar os livros das experiências reais das crianças. O que elas vivem? O que sentem? O que observam no mundo ao redor?
A partir disso, a literatura deixa de ser algo distante e passa a ser uma linguagem para elaborar emoções, conflitos e descobertas.
Vale explorar:
- Histórias que abordem amizade, medo, mudanças e sonhos;
- Conversas abertas sobre sentimentos despertados pela leitura;
- Registros criativos, como desenhos, áudios ou pequenas dramatizações.
Quando a criança percebe que a literatura ajuda a entender o mundo e a si mesma, e dessa forma, o protagonismo acontece de forma natural.
Para além da leitura: experiências que ficam
Em resumo, desenvolver o protagonismo infantil por meio da literatura não é sobre formar pequenos escritores perfeitos. É sobre formar crianças confiantes, criativas e conscientes de sua própria voz.
Projetos literários bem estruturados ajudam a escola a construir experiências marcantes, fortalecer vínculos com as famílias e valorizar o processo, não apenas o resultado.
No fim, o que fica não é só o livro. É a memória. É a sensação de ser ouvido. É o orgulho de dizer: “essa história também é minha”.
Então, se a sua escola busca fortalecer o protagonismo infantil em 2026, vale conhecer experiências literárias que transformam leitura em vivência e aprendizagem em legado.
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