Copa do Mundo 2026: como trabalhar diversidade cultural na escola
A Copa do Mundo 2026 será diferente de todas as anteriores. Pela primeira vez, o torneio acontecerá em três países ao mesmo tempo: Estados Unidos, México e Canadá.
Enquanto os jogos acontecem, culturas, idiomas, histórias e modos de viver passam a circular com mais força no cotidiano escolar.
Diante disso, a escola pode apenas acompanhar o calendário esportivo. Ou pode transformar a Copa do Mundo 2026 em uma experiência de aprendizagem cultural significativa.
No texto de hoje, reunimos sugestões de como usar esse contexto para trabalhar diversidade cultural de forma intencional, conectando o conteúdo escolar ao mundo real.
Por que a Copa do Mundo 2026 é uma oportunidade pedagógica rara
Em primeiro lugar, vale reconhecer o contexto.
As crianças de hoje acompanham eventos globais em tempo real. Elas veem bandeiras, escutam línguas diferentes, percebem contrastes culturais e fazem muitas perguntas.
Por isso, a Copa do Mundo 2026 cria um cenário potente para discutir diversidade sem recorrer a abstrações. O mundo está ali, acontecendo. E a escola pode ajudar a dar sentido a ele.
Além disso, trabalhar diversidade cultural a partir de um evento coletivo reduz resistências. O interesse já existe e a curiosidade também. Cabe à escola organizar esse olhar.
Comece pelos países-sede e pelo conceito de diversidade
Um bom ponto de partida é explorar os países que sediarão a Copa do Mundo 2026.
Afinal, são territórios marcados por imigração, pluralidade cultural, diferentes povos originários e múltiplas identidades.
Aqui, algumas possibilidades práticas:
- Localizar os países no mapa e comparar distâncias.
- Explorar bandeiras, símbolos e cores.
- Conversar sobre idiomas falados em cada região.
- Apresentar curiosidades culturais simples, como comidas típicas e festas populares.
Use o futebol como ponte, não como fim
Embora o futebol seja o gatilho, ele não precisa ser o centro de tudo.
Na prática, essa temática pode funcionar como uma ponte para outras áreas do conhecimento. E dessa forma, amplia o impacto pedagógico.
Por exemplo:
- Em língua portuguesa, é possível trabalhar relatos, descrições e pequenas narrativas.
- Em artes, explorar cores, músicas e manifestações culturais.
- Em geografia, abordar território, clima e deslocamentos.
- Em história, falar sobre formação dos países e povos.
Desse modo, o evento deixa de ser pontual e passa a dialogar com o currículo de forma transversal.

Incentive o olhar curioso e o respeito às diferenças
Trabalhar diversidade cultural também é ensinar a observar sem julgar.
Durante a Copa do Mundo 2026, imagens, músicas e comportamentos diferentes vão circular com intensidade. Esse é o momento ideal para provocar reflexões simples, porém profundas.
Perguntas como:
- O que é diferente do que estamos acostumados?
- O que é parecido?
- Por que as pessoas vivem de formas tão diversas?
Essas conversas ajudam a desenvolver empatia, escuta e respeito. E, além disso, fortalecem habilidades socioemocionais essenciais desde a infância.
Transforme a pesquisa em produção autoral
Outro ponto importante é sair do consumo passivo de informações.
Isso porque, ao invés de apenas assistir ou comentar, os alunos podem produzir. E é aqui que projetos autorais ganham força.
Portanto, incentive a:
- Criação de histórias ambientadas em países participantes.
- Produção de livros coletivos sobre culturas do mundo.
- Registros escritos ou ilustrados sobre descobertas culturais.
- Relatos imaginativos de viagens e encontros entre povos.
Quando a criança escreve, desenha e cria, ela organiza o que aprendeu. E mais do que isso: ela se vê como parte do mundo que está estudando.
Nesse contexto, projetos de leitura e autoria, como a o 100% grátis a Estante Mágica, podem ser inseridos de forma natural.
Isso porque, eles transformam a curiosidade em expressão criativa, ampliam o repertório cultural das crianças e, além disso, envolvem as famílias de forma ativa em todo o processo.
Envolva as famílias e amplie o impacto cultural
A diversidade cultural não termina no portão da escola.
Durante o período, muitas famílias já estarão acompanhando jogos, notícias e curiosidades. Então é hora de aproveitar esse movimento para fortalecer o vínculo escola-família.
Algumas ideias simples:
- Propor pesquisas culturais para serem feitas em casa.
- Convidar famílias a compartilharem histórias de origem.
- Organizar exposições com produções das crianças.
- Promover momentos de leitura e apresentação dos trabalhos.
Assim, a aprendizagem ultrapassa a sala de aula e se transforma em experiência coletiva.
Quando o evento passa, o aprendizado fica
Em resumo, quando a escola usa eventos globais como ferramenta pedagógica, ela ensina algo maior do que conteúdos. Ensina como olhar o mundo com curiosidade, respeito e senso crítico.
E isso, no fim das contas, é um dos papéis mais importantes da educação. Transformar acontecimentos em experiências. E experiências em formação humana.
